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FATORES PSICOLÓGICOS DO EXCESSO DE PESO – 2/3

29 de Outubro de 2009

Continuação do post anterior. Boa leitura!

2- Excesso de Peso e Imagem Corporal

Schilder (1980) define imagem corporal como “a figuração de nosso corpo formada em nossa mente, ou seja, o modo pelo qual o corpo se apresenta para nós”. Explica que apesar desta imagem ser adquirida através dos nossos sentidos, logo, um comportamento ligado à percepção, ela está separada das representações mentais. Isto dá um sentido psicológico à imagem corporal e um significado para o conhecimento interior do corpo. Segundo o teórico, é também desta forma que o modelo postural torna-se a base de atitudes emocionais para o nosso corpo.

Seu estudo mostra que a imagem corporal não é apenas destruída e ameaçada pela dor, a doença, a mutilação real, como também o é por toda insatisfação profunda ou distúrbio libidinal.

Freedman (1991) ressalta que apesar da imagem corporal ser imaginária, ela pode ser vivida como algo tão real como o corpo mesmo. Pode se transformar em uma fonte constante de energia ou em uma causa de dor crônica. Como é uma imagem pode sofrer distorções, ou seja, pode-se considerar que certa parte do corpo é anormal ou se acredita que suas formas e suas medidas são inadequadas.

Weiss et al (1986) ainda aponta como indicativos de distúrbios da imagem corporal a excessiva preocupação da pessoa por sua obesidade, o peso é o que mais lhe interessa; há dificuldade para se olhar no espelho; não se reconhece em seu tamanho real quando engorda ou emagrece.

Os teóricos ressaltam ainda que, alguma pessoa cujo excesso de peso têm início na vida adulta mantém uma imagem na memória de magra. A imagem corporal destas pessoas fixada na infância aparece como imutável apesar da realidade ser outra. Esta negação inconsciente da realidade bloqueia o progresso na direção do emagrecimento ou de se fazer uma dieta. Além disso, o que parece motivar as pessoas para emagrecer e se manterem magras está relacionado com sua habilidade em ter uma imagem real, substituindo a distorção da imagem corporal.

Glucksman & Hirsch (1969) declararam que durante o tratamento de pessoas com excesso de peso verificou através do desempenho, o aparecimento do fenômeno “fantasma”, que parece ficar mais marcante durante a perda de peso, porque é uma espécie de compensação frente ao tamanho atual. Os teóricos afirmam que este fenômeno é mais comum nos sujeitos obesos desde crianças, época em que a “imagem do tamanho do corpo”, antes da perda de peso é relativamente fixada e não pode ser alterada tão rapidamente quanto a atual mudança na configuração do corpo.

Nunes et al (2001) mostraram que há uma relação entre percepção corporal, o índice de massa corpória e os comportamentos alimentares anormais. Mulheres que se sentiam gordas apresentaram um risco quatro vezes maior de comportamentos alimentares anormais. Assim, observamos a importância da avaliação da percepção do peso corporal em estudos que envolvem o controle do peso.

Como foi possível observar, os estudos indicam que a fase de desenvolvimento no qual tem início, o excesso de peso, faz toda a diferença: aqueles que eram magros e depois se tornaram gordos, tendem a manter uma imagem de seu corpo como magros; enquanto que aqueles que eram gordos desde a infância, têm dificuldade de se adaptar a uma nova imagem.

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